Achei por bem começar falando de um assunto agradável, felicidade. Feito em 10/06/09
Diante da pergunta de um amigo, resolvi pensar sobre o sentido da palavra felicidade. Não a palavra e sua sintaxe, sequer o sentido da felicidade para a humanidade, mas única e exclusivamente para mim. Felicidade para Clarice, uma mulher, brasileira, de 21 anos, solteira, estudante de Relações Públicas, feliz.
Começo identificando a felicidade como um estado de espírito. A busca pela felicidade é pauta desde o início das civilizações e será perene sempre. Ela não está presente em nada, mas pode ser encontrada em tudo, exatamente porque depende de como encaramos o mundo. Me considero uma pessoa feliz. Tendo a ver o lado bom das coisas, reclamar menos e fazer mais, sorrir. Tendo a estar disponível para a vida e isso me proporciona felicidade. Esse estado de espírito não é exatamente conquista, realização, até porque a busca pode ser, muitas vezes, mais interessante que a conquista. A felicidade é, portanto, o estado pleno de vida – a manifestação da alma de que a vida existe e está presente em seu ser. Neste sentido posso até mesmo pensar em completude – não de conquistas, mas de vida. A felicidade é a plenitude de vida no ser, a certeza de que pode não estar tudo como eu gostaria, mas que estou vivendo para chegar aonde quero, por aquilo em que acredito.
Poderia, não sem algumas lacunas, comparar a felicidade com o amor e a alegria com a paixão. A primeira é forte e suave, envolve corpo mente e alma, persiste apesar de obstáculos e depende de que a carrega, assim como o amor. Por outro lado, a alegria, como a paixão, é volátil, avassaladora, capaz de desestabilizar uma vida com ápices de emoções, e depende do externo. Não há, no entanto, correspondência e proporcionalidade nestas comparações.
Felicidade é estar sozinho e não se sentir só, na multidão não se abafar, conviver com os outros mas também consigo mesmo, não ter medo de errar, nem se culpar pelos erros do passado, reconhecer sua condição humana e manter-se tentando, sempre. Felicidade não é antônimo de tristeza, mas pode ser sinônimo de vida.
Parece que é assim... ou não. Simplesmente vivo, e sou feliz.
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