terça-feira, 20 de abril de 2010

Teus Pés

Pensei em um início para este poema;
Não gostei.
Escrevi alguns versos em folha;
Rasguei.
Parece-me que, de repente,
Tudo o que se vive e se sente
Tornou-se pequeno pra mim.
Queria uma forma de dizer-te
O porquê de tanto interesse
Mas, sinceramente, não sei.

É tarde, frio e escuro aqui...
Tudo o que vejo, teu rosto
Teus lábios não toquei
Tocarei?
Não sinto meus pés, nem os teus...
O silêncio me leva à tua música
A escuridão, à tua cor
Diante do teu rosto na tela
Imagino até mesmo o amor.
Delírios pela madrugada
Que me fazem ser quem sou.

Não peço resposta em versos,
Mesmo sabendo-te artista completo.
Não peço-te rimas perfeitas
Diante das minhas pobres, discretas...
Mas imploro, lê com atenção
Cada verso vem do coração
Tímidas palavras sussurradas
Para ti, em desalento, de madrugada.

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