Outubro passou e eu aqui sem você. O inverno chegou e se foi, o sol voltou e com ele a chuva, lavando da alma os resquícios de tristeza e abatimento. Só o que restou foi a solidão.
Você chegou de mansinho e, na verdade, me enveredei na sua vida mais do que me foi ofertado. E assim, por vontade própria, me perdi em seus caminhos, em seus sorrisos, sua imagem. Realidade virtual. E mesmo nesse labirinto das suas verdades, enveredada em redes à sua procura, outubro chegou e passou. E eu não te encontrei.
Se é mesmo verdade que as coisas não acontecem por acaso, ainda busco as razões no nosso acaso. Ainda busco você. Mas se tudo for um sonho, miragem. Daqueles que nos pregam peças por parecerem verdade, virtualidade real. Se nada tiver sentido e perecer sem os cabos e telas, como saber? Calo e ouço. Talvez um sussurro me indique o caminho a seguir, os olhos a ver.
Mas por que me importar com possibilidades, razões, quando o coração quer apenas sentir? Quando nada é certeza e o verbo é sutil e avassalador, forte e delicado, basta viver. Apesar dessa razão descabida e dessa entrega precoce e solitária, outubro passou e eu aqui sem você.
Acho bonito que espera novembro...
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